sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A conquista da vida

A conquista da vida


Nascemos praticamente sem nenhum objetivo. Não sabemos o que viemos fazer aqui.
Um dia, a gente toma consciência de que existimos. Pronto. Começa a vida de cada um.
Tudo é desconhecido. Tudo nos parece novidade. Aprender a andar, aprender a compreender cada coisa a cada dia. Isto juntamente com as nossas capacidades intrínsecas da nossa espécie, se quiser, chamaremos de instinto animal. Somos um ser de uma considerável capacidade criativa e de inteligência, se comparado aos outros animais existentes neste planeta.
Os animais neste planeta variam conforme a programação instintiva de que eles foram concebidos. Nós que estamos no topo dessa evolução possuímos capacidades de aprendizado que vai evoluindo sempre. Os outros animais, é como se estivessem ainda na fila da evolução, que raramente evoluem, lentamente, pouco perceptível. Às vezes é necessário uma espécie de triagem da natureza que até eliminam espécies e se criam outras.
A nossa espécie evoluiu sempre, que mais nos destacou; a linguagem. Somos capazes de falar, ler e escrever. Muito embora nem todos os humanos leiam, ou escrevam. Com a evolução da espécie humana, a escrita foi se difundindo gradativamente com os indivíduos que melhor tiveram oportunidades.

Quando o ser humano ainda é criança, pelo fato de não possuir muitas informações, ele vai adquirindo lenta e gradualmente com os indivíduos adultos, ou os que já estão vivos aqui há mais tempo neste planeta. São informações que normalmente chamamos de cultura, que vai sendo incutido a maneira de cada um, de cada região em que se vive.

A evolução humana, comparando-se, desde os primórdios até hoje, supera qualquer animal deste planeta. Com isso, criamos formas de cultura altamente sofisticada, incluindo formas, dentre outras a forma política, na qual redirecionamos os nossos rumos no plano material e a forma religiosa que definimos os nossos caminhos no plano espiritual.

Com essa complexidade de culturas uma pergunta se torna obvia: Que sentido tem a conquista da nossa vida enquanto vivemos e depois da morte?
Existem pessoas que acreditam que a grande conquista é chegar na velhice, com bastante riqueza, um harém de descendentes e todos lhe adorando como o grande conquistador do caminho da vida. Talvez ele nem acredite que depois da morte aconteça alguma coisa.
Outros vêem a vida como uma passagem, de onde eles nem sabem, mas que estão seguindo, e que projetam toda as suas forças, energias, para um dia quando morrer, irem para um lugar ideal de felicidade.

Quem estará certo?
A primeira forma é mais prática e a gente pode tocar, vivenciar e sentir o andamento a cada dia. Pois com as conquistas imediatas, bem sucedidas, vão sendo motivo de estímulo para a próxima empreitada. Não importa se as outras pessoas venham consigo. Pois afinal, ainda não foi encontrada a forma de todos serem felizes ao mesmo tempo nesta vida.
Para que se tenha bastante oportunidade de realizar algo, é tirado de muitos para ser dado ao um só. Com essa forma durante a vida toda, uns vão viver a vida com muito luxo enquanto outros terão que viver no sofrimento material. Como exemplo, os reis. Eles convencem a todos de que são merecidos por Deus, têm uma grande missão, de que são os donos daquele país, são pessoas especiais, merecem todo o luxo e toda a riqueza necessária para a sua satisfação pessoal.
Enquanto isso, o povo banca essa felicidade.

A outra forma de se viver neste mundo é a forma espiritual.
Vive-se na esperança de que depois de tanto sofrimento aqui nesta vida, quando morrer, vai receber um benefício de felicidade, conforme a sua capacidade de resignação nesta vida atual.
Diante destes dois extremos, como é normal, ou conveniente, ou obrigatório, ou não tem outra saída, existe uma graduação entre viver a vida material e a vida espiritual.
Tudo isso depende das informações que se recebe durante a vida. Quando uma pessoa nasce em berço de ouro, tem a oportunidade de uma vida cheia de bondades materiais. Ele pode ter uma religião que prega uma vida futura cheia de bondades, céus e paraísos,  mas não vai deixar de lado as bondades materiais, palpáveis que ele tem em abundância.

O outro que nasceu num meio cheio de carências materiais, prefere se apegar mais à religião para que o seu sofrimento não seja tão doloroso.
Só que entre estes dois exemplos está a grande escala de valores; entre o extremamente religioso e o materialista que nem acredita na existência de nenhuma divindade
.
Daí vem a grande diversidade de valores e grandes interesses, dependendo do objetivo de cada um indivíduo, para que conquiste mais adeptos a sua ideologia, não sendo necessariamente igual ao idealizador.
Exemplos: É bom que muitos acreditem que nem todos podem ser ricos materialmente, para que alguns vivam bem a custa dos outros.
É bom que muitos acreditem que riqueza não trás felicidade, para que alguns se tornem líderes religiosos e pratiquem a caridade com o poder financeiro da grande maioria dos adeptos. Eles embolsam uma parte das doações para seu bel prazer e outra parte para minimizar a dor dos excluídos, como forma de dizer aos outros: Veja como eu sou bom.

Os outros valores desta escala são os que prestam serviços e comerciantes. Dentre estes estão os que agem com honestidade pensando que agindo assim vão para o céu e os desonestos que não se importam com o que pode acontecer com o futuro.
O restante do espaço que sobra, são as pessoas que por não conseguirem se adaptar a este processo evolutivo, tornam-se doentes. São os maníacos, os tarados, os psicóticos, os neuróticos e etc.


Quando seremos realmente evoluídos? Após a morte? Quando um carro de fogo vier do céu e nos fazerem engolir um livro como Ezequiel, na Bíblia.

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