A
conquista da vida
Nascemos
praticamente sem nenhum objetivo. Não sabemos o que viemos fazer aqui.
Um
dia, a gente toma consciência de que existimos. Pronto. Começa a vida de cada
um.
Tudo é desconhecido. Tudo nos parece novidade. Aprender a
andar, aprender a compreender cada coisa a cada dia. Isto juntamente com as
nossas capacidades intrínsecas da nossa espécie, se quiser, chamaremos de
instinto animal. Somos um ser de uma considerável capacidade criativa e de
inteligência, se comparado aos outros animais existentes neste planeta.
Os
animais neste planeta variam conforme a programação instintiva de que eles
foram concebidos. Nós que estamos no topo dessa evolução possuímos capacidades
de aprendizado que vai evoluindo sempre. Os outros animais, é como se
estivessem ainda na fila da evolução, que raramente evoluem, lentamente, pouco
perceptível. Às vezes é necessário uma espécie de triagem da natureza que até
eliminam espécies e se criam outras.
A
nossa espécie evoluiu sempre, que mais nos destacou; a linguagem. Somos capazes
de falar, ler e escrever. Muito embora nem todos os humanos leiam, ou escrevam.
Com a evolução da espécie humana, a escrita foi se difundindo gradativamente
com os indivíduos que melhor tiveram oportunidades.
Quando
o ser humano ainda é criança, pelo fato de não possuir muitas informações, ele
vai adquirindo lenta e gradualmente com os indivíduos adultos, ou os que já
estão vivos aqui há mais tempo neste planeta. São informações que normalmente
chamamos de cultura, que vai sendo incutido a maneira de cada um, de cada
região em que se vive.
A
evolução humana, comparando-se, desde os primórdios até hoje, supera qualquer
animal deste planeta. Com isso, criamos formas de cultura altamente
sofisticada, incluindo formas, dentre outras a forma política, na qual
redirecionamos os nossos rumos no plano material e a forma religiosa que
definimos os nossos caminhos no plano espiritual.
Com
essa complexidade de culturas uma pergunta se torna obvia: Que sentido tem a
conquista da nossa vida enquanto vivemos e depois da morte?
Existem
pessoas que acreditam que a grande conquista é chegar na velhice, com bastante
riqueza, um harém de descendentes e todos lhe adorando como o grande
conquistador do caminho da vida. Talvez ele nem acredite que depois da morte
aconteça alguma coisa.
Outros
vêem a vida como uma passagem, de onde eles nem sabem, mas que estão seguindo,
e que projetam toda as suas forças, energias, para um dia quando morrer, irem
para um lugar ideal de felicidade.
Quem
estará certo?
A
primeira forma é mais prática e a gente pode tocar, vivenciar e sentir o
andamento a cada dia. Pois com as conquistas imediatas, bem sucedidas, vão
sendo motivo de estímulo para a próxima empreitada. Não importa se as outras
pessoas venham consigo. Pois afinal, ainda não foi encontrada a forma de todos
serem felizes ao mesmo tempo nesta vida.
Para
que se tenha bastante oportunidade de realizar algo, é tirado de muitos para
ser dado ao um só. Com essa forma durante a vida toda, uns vão viver a vida com
muito luxo enquanto outros terão que viver no sofrimento material. Como
exemplo, os reis. Eles convencem a todos de que são merecidos por Deus, têm uma
grande missão, de que são os donos daquele país, são pessoas especiais, merecem
todo o luxo e toda a riqueza necessária para a sua satisfação pessoal.
Enquanto
isso, o povo banca essa felicidade.
A
outra forma de se viver neste mundo é a forma espiritual.
Vive-se
na esperança de que depois de tanto sofrimento aqui nesta vida, quando morrer,
vai receber um benefício de felicidade, conforme a sua capacidade de resignação
nesta vida atual.
Diante
destes dois extremos, como é normal, ou conveniente, ou obrigatório, ou não tem
outra saída, existe uma graduação entre viver a vida material e a vida
espiritual.
Tudo
isso depende das informações que se recebe durante a vida. Quando uma pessoa
nasce em berço de ouro, tem a oportunidade de uma vida cheia de bondades
materiais. Ele pode ter uma religião que prega uma vida futura cheia de
bondades, céus e paraísos, mas não vai
deixar de lado as bondades materiais, palpáveis que ele tem em abundância.
O
outro que nasceu num meio cheio de carências materiais, prefere se apegar mais
à religião para que o seu sofrimento não seja tão doloroso.
Só
que entre estes dois exemplos está a grande escala de valores; entre o
extremamente religioso e o materialista que nem acredita na existência de
nenhuma divindade
.
Daí
vem a grande diversidade de valores e grandes interesses, dependendo do
objetivo de cada um indivíduo, para que conquiste mais adeptos a sua ideologia,
não sendo necessariamente igual ao idealizador.
Exemplos:
É bom que muitos acreditem que nem todos podem ser ricos materialmente, para
que alguns vivam bem a custa dos outros.
É
bom que muitos acreditem que riqueza não trás felicidade, para que alguns se
tornem líderes religiosos e pratiquem a caridade com o poder financeiro da
grande maioria dos adeptos. Eles embolsam uma parte das doações para seu bel
prazer e outra parte para minimizar a dor dos excluídos, como forma de dizer
aos outros: Veja como eu sou bom.
Os
outros valores desta escala são os que prestam serviços e comerciantes. Dentre
estes estão os que agem com honestidade pensando que agindo assim vão para o
céu e os desonestos que não se importam com o que pode acontecer com o futuro.
O
restante do espaço que sobra, são as pessoas que por não conseguirem se adaptar
a este processo evolutivo, tornam-se doentes. São os maníacos, os tarados, os
psicóticos, os neuróticos e etc.
Quando
seremos realmente evoluídos? Após a morte? Quando um carro de fogo vier do céu
e nos fazerem engolir um livro como Ezequiel, na Bíblia.
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