sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

VIDA, MOMENTOS DE CONSCIÊNCIA.


A vida é uma incógnita.
São momentos de consciência em que se percebe que algo ocorre em volta de nós. Jamais saberemos o que possa ocorrer além da nossa capacidade de perceber e da nossa pobre inteligência que não passa de uma evolução dos instintos.
Muitos indivíduos humanos se dizem privilegiados de que possuem uma capacidade de perceber coisas, que os outros não têm. Isso não passa de histerismo. O que existe na verdade são pessoas com uma capacidade de criação e imaginação mais desenvolvidas que os outros do seu universo.
Uma das coisas mais intrigantes são pessoas que se dizem divinas. Isto existe desde o começo do homem “inteligente”. Eles se acham poderosos e capazes. Conseguem convencer um grupo de pessoas, mas com capacidade de ação física ou intelectual mesmo dentro das suas limitações terrenas. São os formadores de cultura, que quando não conseguem convencer, aplicam a violência e o medo. São os governos ditadores, os grupos religiosos fanáticos ou coisas parecidas.
Quando você se deita numa relva ou mesmo na areia da praia e olha para o céu à noite, o que você vê não passa da sua estupidez de não entender nada do que está vendo. Uns diziam que eram furos no firmamento em que a luz transpassava. Hoje se diz que são estrelas. Mas os mais estudiosos afirmam que tudo aquilo que você vê não passa de luz. Somente luz. Pois muitas daquelas luzes já não representam mais nenhum objeto ou estrela como se queira dizer. Elas já se foram a milhares de anos luz.
As pessoas costumam tapar o buraco de sua ignorância com uma religião para justificar um Deus que na verdade não conhecemos e nem há possibilidade de conhecer. Pois não somos capazes de nos conhecermos, de sabermos como somos intimamente, quanto mais conhecer algo que nem sequer temos idéia de como pode, poderia ou mesmo poderá ser.
Não sei nem como explicar a ignorância da não percepção da existência de Deus. Tudo que vemos e percebemos alegamos que é feito por Deus, é infinitamente insignificante para o poder que a gente delega a si próprio, se é que podemos usar esta palavra, foi ou é Deus.
Há uma necessidade imperiosa de se provar que existe Deus, para muitos, para que haja uma dominação das consciências das outras pessoas. Assim fica mais fácil de convencê-los de que devemos fazer isso ou aquilo, sob a ameaça de num infinito pré-estabelecido, encontrarmos a felicidade.
Como as pessoas têm um medo infinito da não felicidade, ficam heroicamente lutando contra a si mesmo e contra as suas vontades natas, para garantir uma felicidade que ele na verdade nem sabe se existe.
Pois não acredito que alguém tem cem por cento de certeza de que há vida após a morte. Todos falam e garantem, mas lá no fundo da sua pobre consciência, existe uma dúvida terrível, que para amenizá-la recorre a alguma religião, seita ou ritos para aliviar a sua incerteza.
Os mais sabidos se tornam enviados do divino, são os monges, os padres e principalmente os pastores que se consideram os mais privilegiados. Chegam até a ironizar as crenças dos outros como se fossem os únicos que vão a um reino que ainda não virou república, mas são socialistas; todos têm direitos iguais depois que chegam lá. Pois, antes, têm que se privar de muitas coisas que é difícil de julgar pelos outros que não tem nenhuma tendência ao medo religioso de ir para o inferno de cabeça pra baixo e o c... pra cima.
O grande problema é da nossa dificuldade de perceber e sentir as coisas como elas são. Se alguém tem alguma alucinação, tem certeza de que a sua percepção é verdadeira e a outra pessoa que está percebendo o alucinado, como não consegue vivenciar a mesma coisa, simplesmente não acredita no que o outro está sentindo e simplesmente diz que é algo, baseado em tudo aquilo que aprendeu na sua experiência de vida. Se sua experiência for ligada diretamente à religião, pode dizer que é um milagre ou apenas coisas do demônio. Se for um cientista, passa a desconfiar de tudo aquilo que não é palpável. E no fim das contas ninguém sabe onde está a VERDADE, se é que ela existe mesmo ou é até alucinação.
Cada cultura fala da vida como uma coisa em que a gente está aqui para uma provação. Provação de que? Antes existíamos? Como é que um Deus que tem poderes infinitos, inteligência infinita poderia agir dessa forma, humana?
Há até quem diga que somos a sua imagem e semelhança! Quem tem a nossa imagem e semelhança é o macaco! Outros, para confundir, dizem que essa imagem e semelhança e no caráter. Quer dizer, continua-se a não se saber nada, mas continuam a confundir os pobres de espírito para que eles sejam manipulados e se necessário, amarra-se umas bananas de dinamite em seu corpo e em nome de Deus se pratica um ato heróico! Salve Alá!
Pra mim o mais impressionante sou eu dentro de mim mesmo, falando comigo mesmo e ainda chamo isso de consciência.
A final o que é a vida?

Meu Deus, como há tanta divergência! Quando eu morrer vou pro céu. E depois?

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