Estava tomando café. Quando terminei dei uma olhada no fundo da xícara. A luz formou uma imagem interessante do rosto de um Extra Terrestre. Apanhei a máquina fotográfica e tirei estas fotos. É impressionante esse tipo de imagem. Nada foi feito com a intenção de tirar este tipo de imagem.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
COMO FORAM OS ANISTIADOS, ANOS DE INDECISÃO E FRUSTRAÇÃO.
Daria, se quisesse, fazer qualquer comentário de qualquer
tipo que explicaria essa situação. Imagine um furacão, de repente, a destruir
todos os seus sonhos e lhe tornar, de uma dia para outro, um indivíduo, visto
pela sociedade, como um preguiçoso, que só quer boa vida, sem trabalhar e viver
como um parasita as custas das pessoas trabalhadoras que conseguiram o que tem
com muito esforço.
É equivalente a um murro de um lutador de boxe, peso-pesado,
sem esperar. Pronto. Nocauteou-o. Muitos ficaram saltitantes de alegria.
Aqueles que diziam, “tô contigo e não abro”. Os amigos “mosca”.
Qualquer comparação que se fizer com os anistiados se
assemelha com a situação em que foi vivida aí em cima. É como uma pessoa no
deserto, perdida, apenas com uma garrafa d’água na mão. Não sabe se bebe ou guarda para depois.
Foi uma bomba que explodiu dentro de casa, daquelas bem
potentes, que quebrou, o respeito, o relacionamento, a consideração. E o
indivíduo para poder suportar, estou falando dos que sobreviveram, teve que
procurar uma muleta. Os botecos onde vendiam fiado, cachaça e cerveja, fora as
piadinhas de que não estava trabalhando porque não queria nada com a vida. E um
sorriso amarelo servia de disfarce pela vergonha que se estava sentindo.
E os filhos, adolescentes, a vergonha deles em relação aos
colegas que tinham pais empregados? Aquela pergunta ferina: “Teu pai trabalha
aonde?” E no dia em que os filhos tiveram que sair do colégio porque não tinha
dinheiro par pagar as prestações do colégio? E a festa de 15 anos? Terrível,
improvisada! E a eterna satisfação que se tem a dar a sociedade? O pai um bebum
que não podia ver uma garrafa em pé que queria derrubá-la. E a mãe se fazendo
de que não entendia nada par poder conseguir disfarçar.
Com certeza o causador de toda essa miséria, estava
sorridente levantando o braço para poder mostrar aos seus discípulos que era
potente e correto. Seria mais um pseudo Hitler disfarçado, egocêntrico iludindo
aos demais? Não sei. Só sei que foi um fim de mundo! Como um tiro em que só
depois é que se sabe que foi atingido devido à rapidez do fato.
Ainda bem que o ser
humano se adapta ao ambiente para poder suportar a dor. Aprender a ser
humilhado sem perder as estribeiras. Aprender a ser escanteado por todos sem
precisar de chorar, pois sorrindo se vai levando toda a desgraça nas costas.
Nestes momentos, o máximo que as pessoas podem ter, é pena. (Mas isso não
ajuda, pois o que se precisa é de uma mão de apoio.) Ou então aquela conversa
de que tudo passa. Pois assim o aconselhador se exime de ter que ajudar
materialmente. Fica só nos conselhos que é de graça e não lhe tira o dinheiro
de comprar uma jóia ou um dia num restaurante.
Quando não, se dá uma cestinha de alimentos comprada ali no
supermercado juntamente com uns conselhos maravilhosos; “olhe isso aqui é para
lhe ajudar enquanto você arruma um emprego. Pode ser um emprego de servente.
Pois se começa assim.” O humilhado responde com um sorriso para não ofender. Se
não pode perder a possibilidade de ganhar outra cestinha. Pois quem mais
humilha é a fome.
Mas a força do anistiado ainda é maior que a do
aconselhador. Como um animal abatido e rodeado de hienas sorrindo e salivando a
sua desgraça, lhe oferecem soluções mirabolantes. Advogados que resolvem o
problema rapidamente em alguns dias ou meses. Basta pagar 500 reais. Ora o
desgraçado já está no fim da linha, onde diabo vai arrumar essa fortuna toda,
se um real já resolve muita coisa na sua vida? Dá pra comprar o pão. Pois ontem
comeu farinha com colorau e sal.
Vive rodeando um sindicato na esperança de que algum dos
diretores descubra a verdadeira fórmula da salvação. Reuniões com um grupo de
pessoas com uma idade não aceitável para se empregar em qualquer lugar deste
país, onde cada um conta a sua história, mas não se lembra de que a união faz a
força. Aparecem até histórias semelhantes ao “Guiso no pescoço do gato”. Todos
tem uma idéia infalível, mas não sabe como executá-la.
“Manda dez pessoas para o distrito federal para gritar e
chamar a atenção.” Aí no outro dia está tudo resolvido. O presidente assina um
decreto e todos voltam para o trabalho. Muito bem, quem financia as passagens
de avião para ir ao distrito federal? “Não sei! O sindicato! Uma cotinha!” E
por aí vai.
Mas a insistência de alguns heróis que acreditam que Deus
não é seu empregado e sim seu instrutor, toca pra frente a sua luta que é de
todos nós. Briga, reclama, se passa por chato, inconveniente, mas vai seguindo
o seu paradigma de ajudar a si e aos outros que não tem mais força nem coragem.
Vai com as esmolas para uma terra pouco conhecida, repleta de hienas a espreita da sua desgraça. Com pouco
ou nenhuma grana, disputa uma dormida em um banco da rodoviária para salvar os
colegas que estão nas suas outras atividades, ou nos botecos, ou vagando em
algum lugar esperando o milagre. O choro da traição lhe comove ao saber que foi
mais uma vez expulso do convívio por não ter dinheiro par pagar uma pensão.
Deus olha lá de cima e espera para ver o desfecho de toda
essa caminhada de um herói que só queira o seu emprego, a sua casa, o seu lar,
os seus filhos dizendo papai, enfim o que todos têm direito.
Hoje os que tiveram sorte, deixaram o álcool como muleta
para continuar esperançosos que o dia está chegando. Deixaram de se lamentar
por achar que aqueles que não estão interessados no seu sucesso lhe façam
alguma coisa de bom. Pois a luta é de cada um que somando as forças se luta
para que toda essa agonia chegue ao fim.
Mas como uma guerra, muitos ficaram para traz. Morreram,
porque chegou a sua hora, foram presos porque acreditaram que o caminho mais
largo era o correto. Adoeceram porque não tiveram fé. Enfim Deus deu a cada um
uma cruz com valores e medidas diferente para a sua capacidade. E os que sobraram
foram os heróis dessa peleja. Mas sempre tem um maior na peleja; aquele que foi
na frente e levantou a bandeira da liberdade e do perdão. Deus salve os
anistiados deste país que foram condenados sem pecado!
VIDA, MOMENTOS DE CONSCIÊNCIA.
A vida é uma incógnita.
São momentos de consciência em
que se percebe que algo ocorre em volta de nós. Jamais saberemos o que possa
ocorrer além da nossa capacidade de perceber e da nossa pobre inteligência que
não passa de uma evolução dos instintos.
Muitos indivíduos humanos se dizem
privilegiados de que possuem uma capacidade de perceber coisas, que os outros
não têm. Isso não passa de histerismo. O que existe na verdade são pessoas com
uma capacidade de criação e imaginação mais desenvolvidas que os outros do seu
universo.
Uma das coisas mais intrigantes
são pessoas que se dizem divinas. Isto existe desde o começo do homem
“inteligente”. Eles se acham poderosos e capazes. Conseguem convencer um grupo
de pessoas, mas com capacidade de ação física ou intelectual mesmo dentro das
suas limitações terrenas. São os formadores de cultura, que quando não
conseguem convencer, aplicam a violência e o medo. São os governos ditadores,
os grupos religiosos fanáticos ou coisas parecidas.
Quando você se deita numa relva
ou mesmo na areia da praia e olha para o céu à noite, o que você vê não passa
da sua estupidez de não entender nada do que está vendo. Uns diziam que eram
furos no firmamento em que a luz transpassava. Hoje se diz que são estrelas.
Mas os mais estudiosos afirmam que tudo aquilo que você vê não passa de luz.
Somente luz. Pois muitas daquelas luzes já não representam mais nenhum objeto
ou estrela como se queira dizer. Elas já se foram a milhares de anos luz.
As pessoas costumam tapar o
buraco de sua ignorância com uma religião para justificar um Deus que na
verdade não conhecemos e nem há possibilidade de conhecer. Pois não somos
capazes de nos conhecermos, de sabermos como somos intimamente, quanto mais
conhecer algo que nem sequer temos idéia de como pode, poderia ou mesmo poderá
ser.
Não sei nem como explicar a
ignorância da não percepção da existência de Deus. Tudo que vemos e percebemos
alegamos que é feito por Deus, é infinitamente insignificante para o poder que
a gente delega a si próprio, se é que podemos usar esta palavra, foi ou é Deus.
Há uma necessidade imperiosa de
se provar que existe Deus, para muitos, para que haja uma dominação das
consciências das outras pessoas. Assim fica mais fácil de convencê-los de que devemos
fazer isso ou aquilo, sob a ameaça de num infinito pré-estabelecido,
encontrarmos a felicidade.
Como as pessoas têm um medo
infinito da não felicidade, ficam heroicamente lutando contra a si mesmo e
contra as suas vontades natas, para garantir uma felicidade que ele na verdade
nem sabe se existe.
Pois não acredito que alguém tem
cem por cento de certeza de que há vida após a morte. Todos falam e garantem,
mas lá no fundo da sua pobre consciência, existe uma dúvida terrível, que para
amenizá-la recorre a alguma religião, seita ou ritos para aliviar a sua
incerteza.
Os mais sabidos se tornam
enviados do divino, são os monges, os padres e principalmente os pastores que
se consideram os mais privilegiados. Chegam até a ironizar as crenças dos
outros como se fossem os únicos que vão a um reino que ainda não virou
república, mas são socialistas; todos têm direitos iguais depois que chegam lá.
Pois, antes, têm que se privar de muitas coisas que é difícil de julgar pelos
outros que não tem nenhuma tendência ao medo religioso de ir para o inferno de
cabeça pra baixo e o c... pra cima.
O
grande problema é da nossa dificuldade de perceber e sentir as coisas como elas
são. Se alguém tem alguma alucinação, tem certeza de que a sua percepção é
verdadeira e a outra pessoa que está percebendo o alucinado, como não consegue
vivenciar a mesma coisa, simplesmente não acredita no que o outro está sentindo
e simplesmente diz que é algo, baseado em tudo aquilo que aprendeu na sua
experiência de vida. Se sua experiência for ligada diretamente à religião, pode
dizer que é um milagre ou apenas coisas do demônio. Se for um cientista, passa
a desconfiar de tudo aquilo que não é palpável. E no fim das contas ninguém
sabe onde está a VERDADE, se é que ela existe mesmo ou é até alucinação.
Cada cultura fala da vida como
uma coisa em que a gente está aqui para uma provação. Provação de que? Antes
existíamos? Como é que um Deus que tem poderes infinitos, inteligência infinita
poderia agir dessa forma, humana?
Há até quem diga que somos a sua
imagem e semelhança! Quem tem a nossa imagem e semelhança é o macaco! Outros,
para confundir, dizem que essa imagem e semelhança e no caráter. Quer dizer,
continua-se a não se saber nada, mas continuam a confundir os pobres de
espírito para que eles sejam manipulados e se necessário, amarra-se umas
bananas de dinamite em seu corpo e em nome de Deus se pratica um ato heróico!
Salve Alá!
Pra mim o mais impressionante sou
eu dentro de mim mesmo, falando comigo mesmo e ainda chamo isso de consciência.
A final o que é a vida?
Meu Deus, como há tanta
divergência! Quando eu morrer vou pro céu. E depois?
O REVERSO DA FÁBULA
A FORMIGA E A CIGARRA (1990)
É certo que, quem
escreveu essa fábula, há muitos anos atrás, talvez não tivesse a intenção de
ressaltar, a idéia de que o trabalho insistente, cansativo e como único
objetivo de provisão, é que era o correto.
Quando criança e adolescente ouvi
muito dos mais velhos, de que a forma correta de trabalho era aquela. Mesmo que
fosse insalubre, cansativa, sem graça, uma porcaria, não importava. E sim, no
fim do mês, o salário.
A era da industrialização.
Costumava-se a dizer e a pregar
aos ventos, de que fulano estudou queimando as pestanas no candeeiro e foi ser
um funcionário público. Isso era uma atividade excepcional, pois no fim da
vida, tornar-se-ia um grande aposentado, e viveria o resto da vida feliz.
O tempo foi passando e eu
acreditando que esta era a forma de vida melhor que se podia acreditar. Apesar
de no íntimo perceber algo diferente, deixei-me levar às opiniões dos mais
velhos. Ora, os mais velhos sempre estão certos! Ou não?
A coisa não é bem assim.
Existem velhos bons e velhos
pouco confiáveis. O problema é saber quem. Dentro de nós, algo conversa com a
gente. Uns chamam de consciência, outros a voz de Deus. Quem está com a razão,
os experientes ou esta voz insistente?
Certa vez eu comprei uma máquina
de cortar madeira, chamada de tico-tico. Era uma serra que cortava praticamente
tudo, mas meu pai quando soube do preço que eu paguei, retrucou me dizendo:
“Por que não comprou um bom serrote?” Ora, no seu universo não existiam serras
tico-tico, e sim um bom serrote. Este é o grande problema, este era o seu
paradigma!
Pouco tempo atrás, as pessoas
eram consideradas competentes quando sabiam datilografar a 180 ou 200 toques
por minuto. Mesmo que escrevesse algumas palavras erradas. Mas era uma velocidade
excepcional. O indivíduo era considerado um exímio datilógrafo. Facilmente
arranjava um emprego e se sentia uma pessoa importante no seu meio. Pobres dos
datilógrafos diante dos digitadores de hoje. Mas apesar dos computadores
corrigirem automaticamente os seus erros, não dá, hoje, o mesmo valor que se
dava aos datilógrafos. E o mundo assim, vai caminhando, com os seus novos
paradigmas.
Hoje o que nós, os mais velhos,
pensamos que se trata de um avanço, no futuro não passará de uma coisa corriqueira.
A única coisa importante que se guarda na velhice é a experiência de vida,
poderosa arma para tomar decisões. Mas mesmo assim, deve ser feita com muita
cautela para não gerar muita expectativa.
Certa vez, uma pessoa mais velha
que eu, me disse que nunca o alcançaria em relação a sua experiência. Pois ele
sempre estaria à minha frente. Ledo engano. O jovem vai muito mais além do que
o velho. Ele vai ao futuro e o velho pára no meio do caminho. Apesar de algumas
vezes ter feito história.
Quando eu ouvi aquela fábula de
que a formiga trabalhava intensamente, enquanto a cigarra vivia a tocar, eu me
lembro que tocar também é um trabalho. Ora, a formiga trabalhava, mas a cigarra
devia tocar também para a formiga. E a cigarra era talvez o som ambiente nos locais
de trabalho. Algumas cigarras também estão ali tocando enquanto muitas formigas
estão trabalhando somente para receber o salário no fim do mês. E a cigarra,
ali, está trabalhando, fazendo o que gosta e recebendo o seu salário. Talvez
não seja tão bem pago quanto à formiga operária ou o gerente, mas não merece o
desprezo que a fábula lhe dá.
Na vida existe uma coisa
importante que é a felicidade de cada dia. Trabalhar é muito importante. Mas
seguramente, mais importante é ganhar a vida com aquilo que a gente gosta. Não
há estresse em demasia.
Não precisa gastar dinheiro com psicoterapias. Não precisa
chegar em casa de mau humor. Pois afinal ninguém gosta de você, quando você
está nos altos e baixos. A cigarra morreu de frio, talvez porque não havia assistência
social. Porque vivia em um país onde os interesses eram somente para poucos.
Talvez para o plantio da soja, do café, dos dólares enviados para a Suíça. Ou
onde se valorizasse apenas os que têm cultura oficial. Esquecendo que nenhuma
escola dá ao indivíduo a capacidade de decisão e sim ele já trás consigo.
Quando a gente acha que ter um
patrão é tudo, estamos simplesmente delegando o nosso destino a alguém. Será
que o patrão tem tempo para isso? Afinal ele tem a vida dele para tocar pra
frente. Provavelmente o patrão é uma pessoa que está conquistando aquilo que
ele deseja na vida. Quem sabe? Mais uma cigarra!
O sistema capitalista, por
exemplo, ofereceu as pessoas uma forma rápida e segura de ganhar dinheiro para
quando estiver perto de morrer. Chama-se aposentadoria. O individuo formiga, se
acha capaz de produzir, produz, produz bastante, enriquece o patrão, depois
morre. Talvez até se aposente. O indivíduo cigarra corre o risco de morrer de
frio, mas faz o que gosta e tem a chance de não morrer de frio.
O individuo cigarra também
estudou para aprender a tocar sua viola. E foi numa escola especial que nem
sempre precisa de professores e sim de exemplos, emoções e um paradigma
diferenciado dos outros. Pois foge de todos os padrões pré-estabelecidos.
Vamos ver uns grandes exemplos de
cigarras: Bach – naquela época a música estava em formação acadêmica, afinal
quem estruturou os tons foi Johan Sebastian Bach. Anos depois o Sr. Beethoven
fez a maior sinfonia do mundo. A Nona. E uns quarenta anos atrás os Beatles
conquistaram o mundo com novas harmonias e um novo estilo de cantar.
E viva as cigarras! Ou vivam as
cigarras?!
A IDA DO TREM DA VIDA
ELE TOMOU O TREM.
Com sua bagagem ele tomou o trem.
Partiu da primeira estação com um sonho e uma vontade de que
a chegada final fosse vitoriosa. Partiu o trem que já vinha de outras estações.
Mas a sua viagem inicial era agora. Não sabia em quantas paradas ele iria
descer e ter que tomar de novo o trem. E assim foi.
TOMOU O TREM.
Quando o trem partiu ele viu que havia pessoas de todas as
idades de todos os tipos e de todas as esperanças. Cada uma com a sua mochila
como bagagem. Umas de grandes mochilas outras de mochilas vazias.
Durante a viagem que não se sabe quanto tempo iria demorar,
dias, meses, anos e muitos anos, essa era a sua viagem.
A primeira estação que ele viu desceu muitos e muitos.
Subiram como continuação da viagem ou como o início de outra viagem, outros
tantos.
TOMARAM O TREM.
Neste infinito percurso, se desenrolava uma infinidade de
histórias, cada um de cada um.
Ele sonhava os seus sonhos que seriam realizados e outros
que iam ficando em cada estação que passava. Os grupos iam se formando conforme
o interesse de cada um. Uns queriam ser líderes outros simplesmente lhes
bastavam a comodidade de não se envolver em coisa alguma desde que tivessem um
bom banco para sentar e alimento para saciar a sua fome.
O TREM ANDAVA INCESSANTEMENTE.
As pessoas conversavam entre si os assuntos mais
interessantes que lhes convinham.
Certos indivíduos de pouco caráter se aproximavam das
pessoas para tirar proveito. Fazia-se de bonzinhos, prestativos e até
subservientes. Se alguém lhe pedisse que na próxima estação descesse e fosse
comprar amendoins, este iria dando a impressão de que estava fazendo com o
maior prazer, quando na verdade estava planejando romper a barreira, a possível
barreira do “não”. Corriam até o risco de perder o trem. Mas geralmente seus
golpes eram certeiros. Eles costumavam elogiar as pessoas e de chamá-las de meu
amigo.
O TREM PASSAVA POR LONGAS PAISAGENS VERDEJANTES.
Cada pessoa olhava através da janela conforme o seu
paradigma. Uns comentavam que todo aquele verde era um colírio para os olhos;
era paz. Outros diziam que tudo aquilo podia ser aproveitado e construído
vários edifícios para que fosse dado emprego a muitos e dinheiro a poucos. Isso
levava horas de discussão.
Havia até quem dissesse que era um lugar para meditação e
construção de um grande templo.
O TREM CHEGAVA A MAIS UMA ESTAÇÃO. Ouviam-se os freios
ringirem contra os trilhos e o choque dos engates dos vagões.
Mais uma vez os passageiros entravam e saiam com suas
bagagens. Início para uns, final para outros.
ELE ESTAVA NO TREM DA VIDA.
Como sua simpatia e cultura interessavam aos outros
passageiros, ele era cheio de amigos de todos os tipos. Uns, fiel à amizade,
outros, fiel ao que ele possuía. Todos queriam estar com ele como o seu líder.
Em tudo que se falava, ele conseguia dizer alguma coisa. Principalmente no que
se tratava de assuntos ligados a convivência com as pessoas. Ele normalmente
bancava as conversas, sempre entre um copo d'água e outro. Todos se deliciavam
as suas interpretações e soluções da vida. Quando alguém lhe vinha contar
alguma coisa pessoal, ele dava tanta atenção e opiniões boas, que as pessoas
quase que não lhe deixavam em paz. Era um tipo meio guru. Como se dizia era um
casa cheia.
MAS O TREM CONTINUAVA ANDANDO
e parando sempre nas estações da vida e deixando e recebendo
novos passageiros.
Quando algum pobre lhe estendia a mão, ele sempre que podia
doava alguma coisa. Quando não era somente dinheiro, dava algum alimento, roupa
e às vezes palavras para suportar aquele estilo de vida que muitas vezes era a
escolha do próprio indivíduo.
Havia pessoas que passavam no vagão em que ele estava e
sentia asco pelo seu comportamento. Ora, ele fazia coisas de deixar estas
pessoas com vontade, mas não se arriscaria a fazer por medo, vergonha ou
simplesmente por dar ouvido a opinião pública. Daí ouvia-se as críticas, tipo:
- ele é um irresponsável que não quer nada com a vida, só pensa em brincar e a
fazer coisas vergonhosas.
MAS O TREM CONTINUAVA A RODAR
sobre os trilhos da vida, continuamente...
Ele tanto fazia brincar com os adultos como com as crianças.
Essa talvez o entendesse melhor que os outros.
As pessoas que não gostavam da atitude dele não possuíam o
mesmo nível cultural dele. Geralmente eram pessoas preconceituosas com um nível
de preconceito elevado a respeito de várias áreas entre elas política e
religião. E religião sim. Aí é que pegava fogo. Era aquele medo terrível do
pecado e de ir para o inferno.
Só para ilustrar, ele costumava a dizer que Deus não estava
preocupado com o tipo de oração, reza, ou seja, lá o que for, pois antes que
qualquer um de nós pensasse em qualquer forma, Deus já sabia a nossa intenção.
Então era bastante ser direto a Deus e um “pai nosso” já era mais que
suficiente.
Isso fazia com que as pessoas o tratassem como herege.
O TREM PAROU
De repente, uma das pessoas que estava ali feliz com a
viagem desembarca de repente, sem ninguém esperar. Todos ficam chocados. Uns
choram, outros lamentam a saída tão cedo. Muitos tentam explicar essa partida tão
rápida. Cada um com a sua teoria, com a sua religião, mas não consegue explicar
realmente o que aconteceu. Ninguém tem provas concretas para onde essa pessoa
tão jovem foi parar. Nem esperou a estação chegar. Partiu muito rápido e para o
desconhecido. Deixou pessoas amigas, parentes, conhecidos, todos desapontados.
Mas foi assim mesmo.
O TREM PARTIA EM DIREÇÃO A PRÓXIMA PARADA.
Era só mais uma estação.
Muita gente que estava ali tão bem sentada e achando tão boa
a viagem, já estava designada a descer na próxima parada. Era a sua vez de
descer ou esperar por outro trem. Nem sempre quando descem, descem com os
amigos e com os parentes. Muitas vezes é abandonada na próxima estação a sua
própria sorte. Até que se erga e continue a sua viagem no próximo trem.
Talvez encontre novos amigos na estação que lhe dê força e
retome a sua ida no trem. Nessa hora vai ser muito difícil. Ou vai ser
desprezada por todos ou vai aparecer pessoas que ajude, mas com muito receio.
Como se fracasso fosse contagioso. São pessoas que ajudam, mas querem que você
siga exatamente os passos por ela determinados com se este fosse o único método
certo e correto de todas as verdades do universo. São os pseudos líderes de
papel. Geralmente são arrogantes ou mandões ardilosos que na sua sutileza nos
obriga a seguir os seus passos sem outra opção. Caso contrário nos afunda mais.
Além de não ajudar informam aos outros da estação que seria perigoso tomarmos o
trem.
Mas os trens continuam a passar nas estações. Um de cada
vez. Um sempre atrás do outro.
VOLTEMOS AO PRIMEIRO TREM DA NOSSA HISTÓRIA.
As pessoas já estão esquecendo dos primeiros incidentes. Uns
lembram contando as desventuras das pessoas que não fizeram certo como devia
ser (?). Outros lembram as pessoas que descem de repente com uma missão e
pronto. Já estão justificadas com a piedade e já podem ir para o céu quando
chegar a sua vez. Quem sabe, até querer que o trem pare em sua homenagem.
Durante a viagem as pessoas trabalham, negociam, se divertem
ou fazem qualquer coisa para tornar significativa a sua viagem. Outros não saem
das suas poltronas, pois alguém de muito poder monetário patrocina esta sua
aventura do marasmo. São pessoas que possuem a capacidade de transformar o
inútil em nada. Mas no trem todos vivem a sua maneira com as suas aptidões.
Existem pessoas lá no trem que passou toda a viagem negociando dinheiro com as
pessoas. Ele só pensava em juros, taxas ou qualquer coisa que se relacionasse
com valores financeiros. Sempre se referia que tinha dez empregados. Eram os
dez algarismos arábicos.
Outros eram mais solidários com as pessoas. Eram chamados de
idiotas, socialistas, amigos dos pobres, babas e outros adjetivos mais. Eram os
que em vez de juntar, só pensavam em dividir. Nunca iriam ter nada na vida. Era
assim que eram observados.
O TREM PAROU EM MAIS UMA ESTAÇÃO.
Alguns desceram para comprar algo para si ou para vender
dentro do trem. É assim que se faz durante a viagem. Um, talvez cansado de
viver aquela vida sem nenhum objetivo prático de ganhar dinheiro, optou por uma
linha que para uns é designo de Deus e para outros é obra do demônio. Foi até a
uma livraria na estação e comprou uma bíblia daquelas que não há nenhuma
interpretação no rodapé. Das simples. Voltou ao trem e começou a pregar uma
nova maneira de interpretar a sua religiosidade. Começou a convocar alguns
amigos, os mais conhecidos e os que através do medo o considerou como um
enviado para aquela viagem magnífica de trem. Falando em voz alta e
distribuindo mensagens, convocava a todos para irem aos céus. Antes, porém
todos tinham que dar uma parte do seu esforço material, podia ser em dinheiro,
para que fosse construída a grande idéia da sapiência dividam. Todos aqueles
que estivessem doando dez por cento do que possuía, estaria cumprindo a grande
obra da Sapiência Divina. Deus olharia com mais carinho para aquelas que se
propusessem a fazer as tais doações. Aproveitando as inúmeras interpretações
que se faz da bíblia, inclusive daquelas em que se lê um parágrafo de um livro,
juntamente com o parágrafo de outro livro, se consegue fazer uma interpretação
daquilo que se quer incutir nas pessoas mais influenciáveis, que há aos montes
em cada vagão. Com isso as pessoas iam ficando mais envolvidas e começavam a
achar que todo o trem estava perdido e que eles eram os escolhidos. Só que
neste ínterim o líder religioso estava além de adquirindo poderes sobre as
pessoas estava se enriquecendo e com isso almejando poderes políticos também. A
sua meta agora era conduzir o destino do trem. Talvez mandar construir uns novos
trilhos para que o trem tomasse o destino de novas estações.
E ENQUANTO ISSO, O TREM DISPARAVA EM DIREÇÃO A SEU
VERDADEIRO DESTINO.
Havia pessoas com as mais variadas intenções. Pessoas com
idéias políticas de que ao assumirem tais postos deixariam todos em um
verdadeiro paraíso. Essas são pessoas especiais que são capazes de convencer de
uma só vez, milhares de eleitores com suas idéias mirabolantes. Se duvidar eles
querem convencer a todo comboio. Eles prometem como sempre emprego, assistência
médica de graça, mais transportes subsidiados, e muitas novelas na TV.
MAS O TREM É IMPLACÁVEL NO SEU TRAJETO.
Não pára, continua em frente. Cada estação é uma
oportunidade ou um fracasso de cada um que fica ou que vai.
Muitas pessoas que estão bem na viagem, resolvem descer e
parar em alguma estação, na intenção de que é ali a sua parada. Ledo engano.
Aquela estação seria uma provação na sua vida, se não for para o resto da vida.
Escapam-lhes os amigos, as oportunidades, enfim o sossego.
Passa a ser considerado aquele que não teve mais coragem de
viajar para o sucesso. Ora, e aquele que desceu e tudo deu certo? Qual seria a
explicação? Talvez algum dia essa explicação convença a pessoa que se deu bem
na vida. Ele logo vai dizer que foi muito trabalho e muita dedicação que fez o
seu sucesso. Mas o outro, provavelmente, não vai se conformar, pois talvez
tenha se dedicado o tanto quanto, mas na hora errada.
Vai aparecer aquele que toma partido para um em detrimento
do outro. Acusa-o até a falta de fé.
É comum até junto a sua poltrona, aquele que lhe conhece
muito bem e que em vez de falar coisas boas para que haja motivação para se
reerguer, faz uma crítica implacável que o desestimula para toda vida.
Esses são os donos da verdade, o seu universo é congelado,
sólido. Seu paradigma é irredutível. Geralmente são pessoas que sofrem, mas não
dá o braço a torcer. E nem tão pouco liga para o destino do trem. Não toma
conhecimento do destino e do tempo da viagem. Só lhe interessa a rigidez do seu
ponto de vista.
Por onde o trem passava se via; ora terras férteis e
verdejantes ora regiões insólitas com a impressão de que a água nunca passou
por ali.
A impressão que dava era de que as pessoas respondiam na sua
psique aquela mesma impressão. Talvez lembrassem dos momentos da vida em que há
em certas épocas que a vida é um paraíso e em seguida torna-se insalubre e
tórrido onde tudo é de uma só cor. A cor da tristeza.
Outra vez a cena da fertilidade do verde e o céu azul-anil,
tornassem as pessoas mais alegres e mais positivas não só admirando as cores
como o perfume exalado pela vegetação. Aquele cheiro de viço. Cheiro de
natureza.
Enquanto o trem seguia nesta aventura de cenários os
passageiros continuavam na sua aventura de conquistas dos seus objetivos.
Sempre aparecia pessoas que a troco de oportunidades e dinheiro, se
prontificava a ensinar qualquer coisa que fosse possível ser transmitido para
os descendentes. Com a quantidade de informações que a cada estação ia se
acumulando mais pessoas estavam ansiosas de adquiri-las. Eram professores de
idiomas, sim os idiomas mais comerciais e os que estavam na moda. Cursos
tradicionais e aqueles que servem para que as pessoas se sintam como se fossem
realmente pessoas cultas e informadas. Mesmo que não houvesse a menor pretensão
de usá-las. Tipo, curso universitário para cuidar do lar.
Durante a viagem era comum pessoas de uns trens virem para
outros trens. Estes eram os estrangeiros. Uns vinham com a intenção de
conhecimentos a respeito da cultura dos outros. Outros queriam apenas passear e
se divertir aproveitando o poder de compra das suas moedas. Pois costumavam
comprar os produtos dos trens de cá e enriquecer os trens de lá, garantido que
estavam fazendo bons negócios. Usando meios de que a moeda de cá sempre ficasse
com baixo poder aquisitivo. Isso era o monopólio dos trens de ouro.
MAS A VIAGEM AINDA CONTINUAVA, ONDE SE OUVIAM AS BATIDAS DAS
EMENDAS DOS TRILHOS.
O famoso som onomatopaico do dem-dem, tem-tem, sem parar.
Principalmente quando se passava pelos intermináveis túneis, transpassando as
montanhas.
Ele se divertia e gozava todas paradas e saídas que o trem
fazia. Não esperava que a sua primeira saída do trem estava por vir. Todos os
amigos lhe cortejava. Ele pensava que sempre seria assim. Quantos amigos são
bons. Não preciso de mais nada. Muitas vezes era só pensar em alguém que vinha
logo ao seu encontro. Não sabia ele que não era mera coincidência, era muita
coincidência e muita mesmo. A experiência diz que amizade só existe quando ela
é espiritual a amizade que é estimulada por bens materiais é puramente
interesse. Quando a primeira pode ser utopia e a segunda necessidade.
MAS O TREM CONTINUA A RODAR E A SEGUIR EM FRENTE...
A conquista da vida
A
conquista da vida
Nascemos
praticamente sem nenhum objetivo. Não sabemos o que viemos fazer aqui.
Um
dia, a gente toma consciência de que existimos. Pronto. Começa a vida de cada
um.
Tudo é desconhecido. Tudo nos parece novidade. Aprender a
andar, aprender a compreender cada coisa a cada dia. Isto juntamente com as
nossas capacidades intrínsecas da nossa espécie, se quiser, chamaremos de
instinto animal. Somos um ser de uma considerável capacidade criativa e de
inteligência, se comparado aos outros animais existentes neste planeta.
Os
animais neste planeta variam conforme a programação instintiva de que eles
foram concebidos. Nós que estamos no topo dessa evolução possuímos capacidades
de aprendizado que vai evoluindo sempre. Os outros animais, é como se
estivessem ainda na fila da evolução, que raramente evoluem, lentamente, pouco
perceptível. Às vezes é necessário uma espécie de triagem da natureza que até
eliminam espécies e se criam outras.
A
nossa espécie evoluiu sempre, que mais nos destacou; a linguagem. Somos capazes
de falar, ler e escrever. Muito embora nem todos os humanos leiam, ou escrevam.
Com a evolução da espécie humana, a escrita foi se difundindo gradativamente
com os indivíduos que melhor tiveram oportunidades.
Quando
o ser humano ainda é criança, pelo fato de não possuir muitas informações, ele
vai adquirindo lenta e gradualmente com os indivíduos adultos, ou os que já
estão vivos aqui há mais tempo neste planeta. São informações que normalmente
chamamos de cultura, que vai sendo incutido a maneira de cada um, de cada
região em que se vive.
A
evolução humana, comparando-se, desde os primórdios até hoje, supera qualquer
animal deste planeta. Com isso, criamos formas de cultura altamente
sofisticada, incluindo formas, dentre outras a forma política, na qual
redirecionamos os nossos rumos no plano material e a forma religiosa que
definimos os nossos caminhos no plano espiritual.
Com
essa complexidade de culturas uma pergunta se torna obvia: Que sentido tem a
conquista da nossa vida enquanto vivemos e depois da morte?
Existem
pessoas que acreditam que a grande conquista é chegar na velhice, com bastante
riqueza, um harém de descendentes e todos lhe adorando como o grande
conquistador do caminho da vida. Talvez ele nem acredite que depois da morte
aconteça alguma coisa.
Outros
vêem a vida como uma passagem, de onde eles nem sabem, mas que estão seguindo,
e que projetam toda as suas forças, energias, para um dia quando morrer, irem
para um lugar ideal de felicidade.
Quem
estará certo?
A
primeira forma é mais prática e a gente pode tocar, vivenciar e sentir o
andamento a cada dia. Pois com as conquistas imediatas, bem sucedidas, vão
sendo motivo de estímulo para a próxima empreitada. Não importa se as outras
pessoas venham consigo. Pois afinal, ainda não foi encontrada a forma de todos
serem felizes ao mesmo tempo nesta vida.
Para
que se tenha bastante oportunidade de realizar algo, é tirado de muitos para
ser dado ao um só. Com essa forma durante a vida toda, uns vão viver a vida com
muito luxo enquanto outros terão que viver no sofrimento material. Como
exemplo, os reis. Eles convencem a todos de que são merecidos por Deus, têm uma
grande missão, de que são os donos daquele país, são pessoas especiais, merecem
todo o luxo e toda a riqueza necessária para a sua satisfação pessoal.
Enquanto
isso, o povo banca essa felicidade.
A
outra forma de se viver neste mundo é a forma espiritual.
Vive-se
na esperança de que depois de tanto sofrimento aqui nesta vida, quando morrer,
vai receber um benefício de felicidade, conforme a sua capacidade de resignação
nesta vida atual.
Diante
destes dois extremos, como é normal, ou conveniente, ou obrigatório, ou não tem
outra saída, existe uma graduação entre viver a vida material e a vida
espiritual.
Tudo
isso depende das informações que se recebe durante a vida. Quando uma pessoa
nasce em berço de ouro, tem a oportunidade de uma vida cheia de bondades
materiais. Ele pode ter uma religião que prega uma vida futura cheia de
bondades, céus e paraísos, mas não vai
deixar de lado as bondades materiais, palpáveis que ele tem em abundância.
O
outro que nasceu num meio cheio de carências materiais, prefere se apegar mais
à religião para que o seu sofrimento não seja tão doloroso.
Só
que entre estes dois exemplos está a grande escala de valores; entre o
extremamente religioso e o materialista que nem acredita na existência de
nenhuma divindade
.
Daí
vem a grande diversidade de valores e grandes interesses, dependendo do
objetivo de cada um indivíduo, para que conquiste mais adeptos a sua ideologia,
não sendo necessariamente igual ao idealizador.
Exemplos:
É bom que muitos acreditem que nem todos podem ser ricos materialmente, para
que alguns vivam bem a custa dos outros.
É
bom que muitos acreditem que riqueza não trás felicidade, para que alguns se
tornem líderes religiosos e pratiquem a caridade com o poder financeiro da
grande maioria dos adeptos. Eles embolsam uma parte das doações para seu bel
prazer e outra parte para minimizar a dor dos excluídos, como forma de dizer
aos outros: Veja como eu sou bom.
Os
outros valores desta escala são os que prestam serviços e comerciantes. Dentre
estes estão os que agem com honestidade pensando que agindo assim vão para o
céu e os desonestos que não se importam com o que pode acontecer com o futuro.
O
restante do espaço que sobra, são as pessoas que por não conseguirem se adaptar
a este processo evolutivo, tornam-se doentes. São os maníacos, os tarados, os
psicóticos, os neuróticos e etc.
Quando
seremos realmente evoluídos? Após a morte? Quando um carro de fogo vier do céu
e nos fazerem engolir um livro como Ezequiel, na Bíblia.
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