Estive nesta sexta-feira, a convite da Fundação do
Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, para participar de uma palestra
com o Exmo. Sr. Ministro da Cultura de Cuba, Rubén Del Valle. São eventos que raramente são divulgados como
se deve. A integração de brasileiros e cubanos em eventos culturais é de uma
importância relevante, em virtude de sermos do mesmo continente, embora com
idiomas diferentes. No início eu não entendia o que o ministro falava, mas com
o tempo comecei a entender com mais facilidade o castelhano com o sotaque
cubano.
O que me chamou a atenção, é de que a cultura em Cuba é
muito mais levado a sério do que no Brasil. A impressão que eu tinha de Cuba
por ser um país pobre e pequeno no sentido territorial, era de que mais parecia
com algum lugar do interior do Brasil. Mas para minha surpresa Cuba é um país
importante, mesmo sendo tolhido pelas forças políticas dos Estados Unidos.
Não vejo sentido, do povo cubano, passar pelas privações, pelo fato de não poder
se relacionar com os outros países nos sentido comercial, somente porque é uma
ditadura. Eu acho isso uma estupidez e uma mesquinharia.
Cuba por ser uma ilha paradisíaca foi durante muito tempo,
segundo o ministro, uma ilha de jogatinas e prostituição dos Estados Unidos
pelo fato de ser próximo a algumas centenas de milhas do continente americano.
Com a revolução comunista, acabaram-se os cassinos e o local de privilégios dos
norte-americanos. Com a aproximação de Cuba com a URSS, os Estados Unidos
colocaram o dedo no suspiro e até hoje Cuba vive das suas próprias experiências.
Fazendo comparações, em Cuba não se faz fila para ir ao médico. Aqui se morre
na fila.
O que me chamou a atenção no lodo cultural é a variedade de
motivos culturais para todas as idades e gostos. Desde as românticas músicas,
passando por eventos de ruas, várias formas de teatro até músicas eruditas com
compositores da terra.
O país tem aproximadamente onze milhões de habitantes e são
vendidos oito milhões de livros. A cultura é tratada de forma para que os
descendentes da região conservem e perpetuem com a ajuda do governo e o
incentivo do turismo. No vídeo que
assisti mostram pessoas de vários países que lá visitam a procura de diversões
com o contexto cultural.
Esta experiência nos orienta para que devamos incentivar ao
povo pernambucano, aqui no caso, para que haja investimento por parte das
autoridades envolvidas na cultura desta região, de modo que se crie uma cultura
permanente dos nossos costumes. Precisamos convencer aos nossos artistas que
invistam mais naquilo que possuímos para que os descendentes se orgulhem do que
possui sem que haja necessidade, por exemplo, no carnaval de Olinda, se ouvir
sons de músicas de outras regiões do Brasil, quando temos eventos culturais na
região de excelente qualidade.
A exemplo disso,quando se toca Vassourinhas no carnaval, o
frevo pega fogo.
