domingo, 9 de março de 2014

Palestra com o Ministro Rubén Del Valle (Cuba)


Estive nesta sexta-feira, a convite da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, para participar de uma palestra com o Exmo. Sr. Ministro da Cultura de Cuba, Rubén Del Valle.  São eventos que raramente são divulgados como se deve. A integração de brasileiros e cubanos em eventos culturais é de uma importância relevante, em virtude de sermos do mesmo continente, embora com idiomas diferentes. No início eu não entendia o que o ministro falava, mas com o tempo comecei a entender com mais facilidade o castelhano com o sotaque cubano.
O que me chamou a atenção, é de que a cultura em Cuba é muito mais levado a sério do que no Brasil. A impressão que eu tinha de Cuba por ser um país pobre e pequeno no sentido territorial, era de que mais parecia com algum lugar do interior do Brasil. Mas para minha surpresa Cuba é um país importante, mesmo sendo tolhido pelas forças políticas dos Estados Unidos.
Não vejo sentido, do povo cubano,  passar pelas privações, pelo fato de não poder se relacionar com os outros países nos sentido comercial, somente porque é uma ditadura. Eu acho isso uma estupidez e uma mesquinharia.
Cuba por ser uma ilha paradisíaca foi durante muito tempo, segundo o ministro, uma ilha de jogatinas e prostituição dos Estados Unidos pelo fato de ser próximo a algumas centenas de milhas do continente americano. Com a revolução comunista, acabaram-se os cassinos e o local de privilégios dos norte-americanos. Com a aproximação de Cuba com a URSS, os Estados Unidos colocaram o dedo no suspiro e até hoje Cuba vive das suas próprias experiências. Fazendo comparações, em Cuba não se faz fila para ir ao médico. Aqui se morre na fila.
O que me chamou a atenção no lodo cultural é a variedade de motivos culturais para todas as idades e gostos. Desde as românticas músicas, passando por eventos de ruas, várias formas de teatro até músicas eruditas com compositores da terra.
O país tem aproximadamente onze milhões de habitantes e são vendidos oito milhões de livros. A cultura é tratada de forma para que os descendentes da região conservem e perpetuem com a ajuda do governo e o incentivo do turismo.  No vídeo que assisti mostram pessoas de vários países que lá visitam a procura de diversões com o contexto cultural.
Esta experiência nos orienta para que devamos incentivar ao povo pernambucano, aqui no caso, para que haja investimento por parte das autoridades envolvidas na cultura desta região, de modo que se crie uma cultura permanente dos nossos costumes. Precisamos convencer aos nossos artistas que invistam mais naquilo que possuímos para que os descendentes se orgulhem do que possui sem que haja necessidade, por exemplo, no carnaval de Olinda, se ouvir sons de músicas de outras regiões do Brasil, quando temos eventos culturais na região de excelente qualidade.

A exemplo disso,quando se toca Vassourinhas no carnaval, o frevo pega fogo.

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