terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CHEGUEI AOS SESSENTA

CHEGUEI AOS SESSENTA - estou passando já





Eu já completei os meus sessenta anos. A música dos Beatles dizia, “quanto eu tiver sessenta e quatro anos”. Eu já estou perto. Essa letra ainda se referia no aspecto do indivíduo, careca, cabelos brancos e etc.Eu já estou como a música de Luiz Gonzaga diz: “os meus cabelos já começa a clarear.Eu tenho feito uma reflexão do que se passou pela minha vida. Já tenho netos já vi muitos “filmes” da vida. Tenho pouca coisa para querer dessa vida. Já venho fazendo reflexões da morte, pois no decorrer da minha vida ela está mais perto do que longe. Tenho que aproveitar o resto que me sobra para transformar em alegrias e alegrar os outros, principalmente os meus descendentes.Tenho a esperança de voltar a reaver o meu emprego perdido por uma fatalidade da vida. Fiz a minha parte dentro do que podia fazer. Não tenho mágoas dos defeitos de meus pais que já morreram. Com certeza eles fizeram tudo dentro dos seus paradigmas. Minha mãe, uma pessoa inocente para as sacanagens da vida. Pouco sabia o quanto o mundo é perverso. O meu pai educava com muita rigidez, mas foi um exemplo do mais alto grau de honestidade, mesmo assim foi traído e acusado de desonesto quando trabalhava no banco de alagoas por um “amigo”. Graças ao seu temperamento, livrou-se do empecilho.Eu já fui jovem e tive meus méritos e cometi os meus erros. Dediquei-me de corpo e alma pelos meus sonhos. Quase que fazia todos. Faltaram alguns, mas conquistei outros. Consegui fazer um pouco da tradição da sociedade que vivo. Constitui família, participei de cerimônias sociais, e hoje tenho a minha segunda geração de descendentes. A todos eles eu admiro e tenho muita esperança nos bons futuros que espera por eles. O meu país é o país deles com uma vantagem; será mais rico em oportunidades e espero que não tenha mais dirigentes tão corruptos quanto os que lideraram os governos anteriores e durante o golpe militar, onde tudo era proibido.Foram os Beatles de me deram um referencial para eu seguir a vida. Foi o novo que me fez se assim como sou. Foi à mudança e a capacidade de enfrentar os desdéns da vida que me deu este calibre que possuo hoje. Eu sou dono de mim. Quem manda em mim sou eu.Fui uma pessoa que acreditava em Deus e na religião. Hoje amadureci e descobri que não preciso mais de religião, mas o conhecimento de religião me foi muito útil. Assim eu pude entender a moral e a ética que já havia dentro de mim e faltava polir. Sei que a religião, é como diz no livro “Os Sertões” de Euclydes da Cunha: Religião é o meio de desendoidar as pessoas. Sim é claro, quando você não acerta, ela pode lhe ajudar. Não precisa ficar fanático. Pois o fanatismo é cego. Você precisa pensar.Aprendi a ser o dono supremo das minhas vontades e que, quem tem que decidir a minha vida sou eu. “John Lennon diz em uma música de sua autoria “Atos tem uni verse”; “Ninguém vai mudar o meu mundo”; (nothing is got a change my world). E é assim que deve ser. As minhas companhias são para andar ao meu lado, e não na minha frente. Os amigos andam atrás para que quando a gente cair eles estarão atentos para ajudar a nos levantar. Os que vão à frente não querem nada de nós a não ser o que podemos oferecer de benefício. São os amigos moscas. No dia em que você não tiver o que oferecer eles lhe destroem e riem da sua cara.Cheguei aos sessenta anos e vejo o mundo igual em tudo que se refere a moral e ética. Nada mudou a não ser a tecnologia, o visual, o virtual que diz que é sem ser.Mas ainda tem coisa que não consegui ver. O meu exemplo, nos meus descendentes no que se refere a força de vontade e ânimo nos momentos de dificuldades por mais que sejam temporariamente superior as nossas forças.Eu fui vítima dos modelos sociais em que para ser homem, tinha que fumar e beber. Eu para me integrar ao grupo de “amigos moscas” tinha que ser idiota para que eles pudessem rir de mim, quando eu achava que era porque estava agradando. Não passava de um boneco de diversão destes amigos. Em todo canto que estava, tinha que participar de beber e fumar para que impusesse a aparência de eficiência. Não fui bobo. Fui vítima de uma coisa que eu não sabia e que foi preciso eu refletir muito aos meus cinqüenta anos, pois os meus pais não haviam passado isso pra mim. A mudança que aconteceu nos anos sessenta foi tão grande, que os pais daquela época não conseguiam acompanhar. Os filhos caminhavam sozinhos. Os “cabeça” conseguiam seguir a vida. Os outros morriam, literalmente, viciados, presos ou falidos e esperando que alguém lhes desse alguma esmola. Muitos amigos meus caíram nessa armadilha. Outros se deram bem. Cada um com a sua dificuldade. O valor da vida está na luta que se trava. Não tem culpa nem culpados.Por consciência, sem precisar de qualquer remédio e sem temer conseqüências, deixei de tomar drogas lícitas e ilícitas para conseguir ver o mundo que vivo sem precisar de muletas.Hoje estou caminhando para o fim da minha vida. Por isso devo aproveitá-la da melhor maneira possível. E descobri que não preciso de me sociabilizar com o mau. Eu sou o Sidney antes e serei depois!Pouco me importa se depois que morrer eu terei vida eterna ou não. Não sei do que vai acontecer depois da minha morte. Mas agora na minha vida eu quero ter a alegria de ter os meus filhos felizes sem precisar ingerir álcool ou qualquer que seja a droga, para ser feliz. Quero que meus descendentes levem consigo o meu Gen que me faz dono de mim sem precisar de alguém para ser EU próprio.Com toda a certeza, de toda a experiência da minha vida e de tudo que aprendi, você é um cara inteligente, generoso, líder de grupo, perseverante naquilo que gosta de fazer, amigo, sensível, honesto, bom pai, sonhador de que um dia esse pesadelo da vida vai passar e todos devam comemorar... então? Tá precisando de quê para acreditar em tudo isso?Você não precisa de muleta! Você chega até a ser a muleta de muitos que não merecem nem uma bengala, pois sabem andar e amolecem para que você os carregue. Os seus inimigos lhe corteja para que você não perceba a maldade que eles planejam contra você. Uso os argumentos que eu vivenciei na vida. Eles ainda serão válidos, pois moral e ética não se acaba com o tempo. Diga pra si que: “ Sou dono de mim, gosto de mim e não admito que eles ditem as regras da minha vida.” Eles sim: farão o que digo, ou sigam os seus caminhos tortuosos deixando a mim e os meus seguirem a nossa reta.Peço a Deus dos Universos, de todas as Galáxias que nos abençoe e nos livre dos infortúnios desta vida e que tenhamos a Força.Falcão veio.

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