terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A NOVA CASA

NOVA CASA (que viagem...)









Uma dessas belas noites em que eu viajo para outras dimensões me encontrei com uma pessoa que há muito tempo eu não via. A tia Coeli.

Tia Celi, como todos chamavam era mãe de uma amiga de infância de minha mulher. Depois que eu me casei, chegamos até ser vizinhos. Ela conversava bastante com a gente e gostava muito de ler livros que tratavam de assuntos polêmicos, tais como esoterismo, discos voadores e vida após a morte. era uma pessoa que ninguém tinha o que reclamar muito simpática e generosa.

Mas um dia ela sofreu de um problema vascular e isso serviu de desculpa para ela partir definitivamente para outra dimensão da vida.

Passaram alguns anos e um dia em umas das viagens que eu sempre costumei fazer, fui a seu encontro. Como sempre, eu vou dormir e aí nos meus sonhos saio da minha cama e numa posição como se eu estivesse sentado no vazio desloco-me da cama e vou por aí.

Chegando a um lugar que até então era desconhecido para mim, cheguei a um lugar que parecia mais uma fazenda do que uma cidade. Parei no meu vôo e cheguei numa casa parecida com as casas comuns que a gente conhece por aqui. Era um dia ensolarado, o céu azul, uma vegetação verde-amarelo exuberante.

Logo na entrada da casa havia uma sala eu que se encontravam pessoas também conhecidas por todos: O ex-presidente Juscelino Kubticheque, o ex-presidente Jânio Quadros e uma outra pessoa que eu já vi, mas não lembro o nome. Também era conhecido por todos.

Na sala havia uma eletrola marrom do tipo daquelas dos anos 50. A sala não era muito grande deveria ter uns 3 x 4 metros. Quando eu cheguei fui bem recebido por eles, se dirigiram a mim e começaram conversar comigo. Todos estavam ouvindo música. Música provavelmente dos anos 50. Em cima do móvel da eletrola havia uns objetos interessante tais como biscuis. O que me chamou a atenção foi um sapatinho de metal daqueles que se coloca um lápis. Jânio Quadros me mostrava os objetos e alguns discos de vinil. Eu comecei a me interessar e a conversar com eles sobre aquelas coisas que há muito tempo não havia mais visto.

Foi quando eu observei uma porta mais adiante e uma área coberta que dava para ver um campo imenso. Era como se fosse um quintal, mas era muito grande, muito grande. Era até onde a vista alcançava. E este tipo de alpendre continuava até mais ou menos uns seis ou sete metros. Eu me dirigi pra lá e os senhores continuaram lá na sala.

Fui caminhando quando de repente eu me encontrei com a tia Celi.

Ela vindo em minha direção sorriu e falou: "O que é que você está fazendo por aqui?”.

Eu expliquei que estava fazendo umas das minhas viagens habituais e fui parar ali. Ela muito alegre começou a conversar comigo. Chamou-me para eu conhecer o lugar em que ela estava morando e que estava ansiosa para que um dia todos nós fossemos para lá.

Eu perguntei como ela estava de morada nova. Ela respondeu que ali era uma maravilha. Havia recebido o direito de construir uma casa e foi me levando para o local. Realmente era belo. A vegetação, poucas vezes a gente vê por aqui. Só na televisão.

Em um dado momento a minha direita eu vi um leão se aproximando da gente. Eu fiquei com medo do animal e tia Celi quando observou, calmamente me disse: "Não se preocupe. Os animais por aqui não molestam ninguém. Por aqui tudo é paz". De certo. O animal passou bem perto da gente e nem sequer olhou. era muito grande, era um leão adulto. Passou e foi embora.

O local em que tia Celi ia construir a sua casa era uma parte do terreno alta cheia de árvores e capins verde, mas meio amarelados, como se fosse por causa do Sol.

Havia uns montes mais adiante, mas era tudo verde e muito bonito.

Depois a gente começou a falar sobre as pessoas que ainda estão na Terra. Ela falou: "Estou com muitas saudades das meninas". "Estou ansiosa para ver o dia em que todos vocês estarão aqui um dia. Vai ser muito bom aqui é um lugar muito feliz".

Após alguns momentos de conversa e de saudades da gente eu me despedi e ela veio me acompanhando até a saída da casa. Falei com as outras pessoas, me despedi e voltei para a Terra.

Acordei e ainda fiquei um bom tempo na cama pensando no colorido e na beleza do lugar.

Espero fazer outra viagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário